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Mas afinal, o que é VR?

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Este é o primeiro post de uma série que será publicada aqui no Bug sobre realidade virtual (VR, do inglês virtual reality). Mas afinal, o que é realidade virtual ?

Se você tem mais de 30 anos, talvez se lembre da experiência fracassada da Nintendo com a realidade virtual nos anos 90, o Virtual Boy. Mas o fato é que o hardware da época ainda não permitia uma experiência satisfatória de VR. Apenas nos últimos anos é que as condições tecnológicas possibilitaram o ressurgimento da realidade virtual. Em um encontro de profissionais da área que aconteceu recentemente em Montreal, um dos participantes fez uma pergunta que ilustra isso: “2015 pode ser considerado o ano 1 da realidade virtual ?” Muitos palestrantes concordaram, afirmando que o início da comercialização dos óculos da Samsung Gear, seguido pelo Oculus Rift no começo de 2016, marca o ponto de partida para a maior distribuição de conteúdo em VR.

A realidade virtual é uma experiência de imersão que utiliza um sistema de imagem (e muitas vezes áudio) em 360 graus. Para fazer a experiência de VR é preciso colocar óculos apropriados e, caso exista áudio, fones de ouvido. A sensação de presença é uma das características mais marcantes da realidade virtual. Por ser 360, e muitas vezes estereoscópica (vou comentar sobre isso em outro post), o participante pode se movimentar dentro da imagem, e tem uma impressão viva de ter sido transportado ao espaço virtual. Essa sensação de presença é explicada por pesquisas em neurociência, o que a realidade virtual está fazendo é um tipo de truque com o cérebro, que faz com que o participante acredite de fato que está presente em um mundo virtual.

VR é a mesma coisa que realidade aumentada (AR) ?

Não, a realidade aumentada sobrepõe elementos virtuais ao mundo físico. Você não é “transportado” para outra realidade, o que a realidade aumentada faz é criar um espaço híbrido entre o mundo físico e o virtual. A realidade aumentada utiliza principalmente smartphones, tablets, Holo Lens. Um exemplo de AR que ficou conhecido recentemente é o jogo PokemonGo.

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Como experimentar VR ?

Para poder experimentar a realidade virtual você precisa de duas coisas basicamente: hardware e conteúdo específicos. Os equipamentos necessários são os óculos de VR e os fones de ouvido. O fone é comum, os óculos é que são mais difíceis de se obter. A solução mais acessivel é o Google Cardboard, que pode ser encomendado pela internet por uns 20 R$, e utilizado com qualquer smartphone. Se você quiser mais qualidade de imagem e conforto, as principais opções são o SamsungGear (que deve ser usado com um smartphone Samsung) ou o óculos Rift (que não precisa de celular). Os games em VR muitas vezes necessitam de outros equipamentos de interatividade.

google-cardboardGoogle Cardboard

 

oculus

Oculus Rift

Quanto ao conteúdo, a principal plataforma de distribuição de VR é a Samsung VR (acessível nos equipamentos da Samsung). Você pode fazer o download gratuitamente de games, videos e outras experiências, como Kurious, do Cirque du Soleil. Outra

Jornais também estão fazendo reportagens em realidade virtual. No ano passado, o New York Times lançou o aplicativo NYT VR, com diversas reportagens em VR, e distribui a seus assinantes o Google Cardboard, para que eles pudessem fazer a experiência de imersão. Em uma das reportagens, “The Displaced”, você pode, por exemplo, acompanhar a experiência de crianças refugiadas.

Em que áreas a realidade virtual pode ser utilizada ?

Até agora eu mencionei a presença realidade virtual no jornalismo e em jogos. Mas muitos outros setores devem adotar esta tecnologia, como a transmissão ao vivo de eventos culturais e esportivos, comunicação interpessoal (um skype em VR), na educação e até mesmo para tratamentos contra o stress.

Nos próximos posts vou comentar o 3 Salon VR, um encontro de profissionais da realidade virtual organizado pela Mutek, que aconteceu em novembro em Montreal.

Julia Salles
Julia Salles faz doutorado em comunicação (Université du Québec à Montréal) sobre narrativas interativas. Realiza i-docs, aplicativos e laboratórios de criação de webdocumentario.

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